Renatha Shen
RENATHA SHEN
Entre cartas, corpo e animus

Minha Visão Teológica - Acredito ou Não em Deus?

 Na minha busca pessoal por sentido, e compreensão de meus próprios processos espirituais, já trilhei vários caminhos, e atualmente, entendo Deus como uma energia criadora de onde tudo emana. Essa foi inclusive, minha experiência pessoal com Ele. Onde na época, alguns participantes de uma determinada religião me disseram ser impossível ter uma experiência de ver Deus. 

  Mas eu O vi, senti, e passei a acreditar que existe um Deus. Eu não creditava, afinal eu via tantos seres espirituais, mas nunca Deus, por quê? Se eu era à sua imagem e semelhança, por qual motivo essa separação? Se Deus era Pai, por qual razão não se apresentava? E foi a partir desses questionamentos ininterruptos, que obtive acesso, - "Se O Senhor é Deus, se existe, mostre-se!"

 Foi uma experiência surreal, que prefiro não descrever por inteiro neste momento.  A partir dali, eu passei a acreditar em sua existência. Passei a descrevê-lo como uma enorme energia que não era o universo, mas o sustentava. Tudo de fato, emanava Dele. A vibração, dentro das emoções humanas, se assemelhava mais ao sentimento de gratidão, embora não fosse extamente isso. Não era homem, não era mulher. Era uma energia mista.

 Foi uma experiência realmente muito forte. Mas não mudou nada em mim nada além do que a minha crença. Ali, comecei a acreditar na existência de Deus.

 Mas queria compreendê-lo, com a razão. Aquele arrebatamento, não foi suficiente. Queria mais. E nessa busca, cheguei ao estudo bíblico. Já havia lido a bíblia no passado e feito estudos bíblicos. Mas eu não vivi a bíblia como desta última vez, com entrega. E essa entrega me fez chegar a conclusões que deixo registradas aqui. Não se trata de dizer que esta ou aquela religião é certa ou errada. Cada um se liga à espiritualidade como quer, tem suas próprias vivências e suas próprias conclusões. Seria muita arrogância minha, querer ser detentora da verdade universal absoluta. É o meu ponto de vista, minhas experiências, meus pensamentos, e a forma como encontro sentido. 

 Passei informações para a IA do google e pedi um texto para o blog, ela organizou, eu adaptei e ajustei algumas coisas, e neste texto eu conto sobre minhas conclusões:

A DÚVIDA

   Sempre me intrigou o contraste irreconciliável entre as duas principais forças que cruzam as escrituras bíblicas. De um lado, no Antigo Testamento, opera um Deus fascinado por rituais de guerra, comandos de extermínio e uma exigência contínua por sacrifícios. Do outro, no Novo Testamento, manifesta-se o Deus que Jesus nos apresenta: uma Fonte intangível de puro amor e emanação espiritual. Alguns teólogos explicam essas personalidades distintas pela época: dizem que no antigo testamento a população era mais bruta, Deus precisaria agir daquela forma. Mas pra mim, não faz sentido. Acredito que apenas no livro de Estér, a manifestação de Deus é mais pacífica. Fiquei me perguntando - "E se essas pessoas apenas acreditassem que estavam falando com Deus, mas estavam sendo enganadas por outros deuses ou entidades espirituais?"
A REALIDADE DE UM MUNDO CRUEL
   O nosso mundo é cruel. Na própria bíblia, no novo testamento, João, o apóstolo amado de Cristo, o único dos 12 que morreu de velhice, diz: "O mundo jaz no maligno.".
  Para compreender o porquê de este plano físico ser assim, bebi da gnose, que diz que a criação da matéria nasceu de uma espécie de cegueira cósmica. O Criador desta Terra a arquitetou como uma engrenagem densa. Neste mundo, a morte alimenta a vida em absolutamente todos os níveis. Até as plantas, precisam absorver a matéria em decomposição da terra para florescer, servindo de combustível para que outros seres continuem vivos. Animais caçam e comem uns aos outros, e muitas vezes comem uns aos outros ainda vivos!
  Neste plano, gerar qualquer coisa exige que algo morra. As oferendas de materiais biológicos nos rituais, era o mecanismo técnico necessário para manifestar e movimentar energia nesta densidade vibracional. O Antigo Testamento deixa essa assinatura de severidade registrada abertamente em vários episódios, que servem de prova da física predatória e do controle desse Criador sobre a matéria:
  • A Alimentação por Meio da Essência Vital (Levítico 1 a 7 e Gênesis 8:20-21): O livro de Levítico detalha meticulosamente como o sangue animal devia ser aspergido e a gordura queimada nos altares. Em Gênesis, após o Dilúvio, Noé queima animais e o texto diz que "o Senhor sentiu o aroma suave e disse em seu coração: 'Nunca mais amaldiçoarei a terra...'". É a divindade operando na frequência técnica de troca biológica e vital.
  • O Medo da Expansão da Consciência Humana (Gênesis 3:22): Após o homem comer do fruto do conhecimento, o Criador revela seu ciúme e sua necessidade de controle: "Agora que o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal, não se permita que ele tome também da árvore da vida e viva para sempre". Ele sabota a imortalidade espiritual da humanidade para mantê-la presa à carne.
  • Ordens de Extermínio e Rituais de Guerra (1 Samuel 15:3 e Josué 6:21): O comando direto contra os amalequitas expõe a frequência da destruição física: "Vá e destrua totalmente a tudo o que tiver... matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito...". O mesmo ocorre em Jericó, onde homens, velhos, mulheres e animais são destruídos ao fio da espada.
   Esse Deus não combinava em nada com o Deus que eu conheci em minhas experiência pessoal, e também não se parecia em nada com o Deus do novo testamento. O Deus Verdadeiro, ao meu ver, é pura energia de amor e respeito absoluto. Ele não interfere no livre-arbítrio e não usa a força bruta ou a violência destruidora, pois isso violaria a sua própria natureza. O Deus do antigo testamento faz essas coisas o tempo todo. 
Minhas Descobertas: Quem Já Pensou Como Eu?
  Comecei a entender que o Jeus e o Deus do antigo testamento eram figuras distintas. E que Ele não veio para nos salvar de nossos pecados. Ele veio para cumprir o maior e mais poderoso ritual que a Terra já viu. Respeitando a física local para desarmar o sistema por dentro, e mudar a história da humanidade, mas não de todos, apenas daqueles que a partir da fé em Cristo se conectarem na frequência da nova era que Ele iniciou.
  Se a engrenagem deste ecossistema material exigia um ritual máximo da força vital, o Deus verdadeiro de onde tudo emana, emanou-se em carne e sangue. E ofereceu ao criador deste mundo o ritual supremo na cruz: seu sangue, a mais poderosa energia vital que esta dimensão poderia receber. É aí que a frase "Dai a César o que é de César" ganha sentido real: o corpo e a energia biológica pertencem à matéria; O Deus verdadeiro encarnado em Jesus entregou esse tributo para mudar a história de uma vez por todas. 
  Não é a toa, que Jesus não chama seu Pai de Javé, ou pelos nomes que descreviam Deus no antigo testamento. Ele chama seu Pai de Pai Celeste. Ao meu ver, a figura de Javé no antigo testamento não tem muito de celestial. Para quê um ser celeste deseja sangue? Jesus não poderia ter vindo dele...
  Após formular esse pensamento e mergulhar em pesquisas para entender se o meu questionamento fazia sentido histórico, descobri que outras pessoas e correntes filosóficas antigas já haviam chegado a conclusões muito parecidas. Foi um alívio e uma confirmação espiritual, ver que essa intuição ecoa há séculos na história da teologia.
  Para organizar como a minha percepção se conecta e se diferencia do pensamento dessas mentes do passado, listo abaixo os paralelos históricos:
Minha Visão (Vibração e Prática Espiritual)
  • Visão sobre o Deus do Antigo Testamento: É o Criador da Terra, cujos rituais e exigências de morte são o próprio mecanismo técnico para gerar coisas nesta densidade física.
  • O Mecanismo da Cruz: Um ritual real que cumpre a física do mundo para desarmar sua engrenagem por dentro.
  • O Objetivo Final: Mudar a história do planeta e permitir o acesso ao Criador Verdadeiro através de práticas concretas: meditação, oração, comunhão, alegria, respeito e despojamento.
Marcião de Sinope (Século II)
  • Visão sobre o Deus do Antigo Testamento: Defendia a existência do Demiurgo, um deus menor, focado na lei severa, na matéria e na justiça geopolítica da Terra.
  • O Mecanismo da Cruz: O cancelamento legal da antiga aliança da carne por meio da manifestação e sacrifício de Cristo.
  • O Objetivo Final: Libertar o espírito humano do controle do Deus da Lei, adotando uma postura de fuga definitiva deste mundo material.
Gnosticismo Valentiniano (Séculos II-III)
  • Visão sobre o Deus do Antigo Testamento: Enxergava-o como o arquiteto do mundo material, cego para as realidades puramente espirituais e divinas do Deus Supremo.
  • O Mecanismo da Cruz: Uma emanação pura de luz espiritual que penetra o plano denso e material sem violar suas estruturas físicas.
  • O Objetivo Final: Despertar a centelha divina interior oculta em cada indivíduo para que possamos viver no mundo sem pertencer a ele.
Orígenes de Alexandria (Século III)
  • Visão sobre o Deus do Antigo Testamento: Via-o como o legislador universal e justo. Para ele, as passagens de violência bíblica literal deviam ser interpretadas apenas como alegorias de batalhas espirituais da alma.
  • O Mecanismo da Cruz: Formulou a Teoria do Resgate, onde a cruz foi um pagamento legalizado para resgatar e liberar as almas que estavam presas sob o mestre deste mundo físico.
  • O Objetivo Final: A restauração final e a reconciliação de absolutamente todas as almas ao plano espiritual original de Deus.
   De uma forma ou de outra, ao passar pela cruz, Jesus nos deu a chave para sintonizar uma nova estação energética e reescrever o destino desta Terra. 

OUTRAS CONSIDERAÇÕES
  Curiosamente, há muitos anos atrás ao iniciar-me no estudo de práticas ocultas, incluindo o estudo da Kundalini, tive uma visão de Cristo na cruz - isso foi antes da minha experiência com Deus. Eu vi o exato momento quando a cruz estava sendo erguida. Mas, assim como a experiência com Deus não mudou nada em mim, a visão de Jesus também não. Apenas recentemente compreendi o que significou aquela aparição...para mim, significou justamente isso que relato aqui, sinto como se desde aquela época Jesus estivesse comigo querendo dizer: "você faz parte da minha egrégora, não pactue com as coisas desse mundo - o deus javé, a kundalini, etc..."
E aqui entramos em outro tema forte na área que atuo: A KUNDALINI.
Vou ser breve ao falar sobre isso:
  Energia sexual é uma coisa. Kundalini é outra coisa.
  Energia sexual faz parte da sua constituição biológica e psíquica encarnada.
  Kundalini é uma serpente adormecida no centro da terra, um ser espiritual com consciência própria. Quando você tem práticas meditativas e espirituais na intenção de ativar a kundalini no seu corpo, e não na inteção de ter domínio sobre sua própria energia sexual para conduzí-la com consciência, você está invocando uma entidade, e a convidando para seu corpo. No processo da ativação ela irá passar por todo o seu canal energético e chacras, modulando essas redes de energia, e depois irá residir na base da sua coluna como uma serpente enrolada, e a partir daí não tenho boas notícias pra te dar. A sorte é que, entidades espirituais conscientes e poderosas não são escolhidas, elas escolhem. A maioria das pessoas não ativa a kundalini. Apenas a desejam sem sequer saber o que desejam. 
 Ao longo da história, e ainda hoje, vemos as pessoas cairem em pegadinhas linguísticas. O que ao meu ver é natural, afinal a comunicação é uma função cerebral que podemos chamar de recente. Somado-se a falta de questionamento, o hábito de repetir o que é dito e feito, sem pensar - pensar gera gasto de energia e o cérebro é programado para concluir com base nas informações que existem em seu arquivo, pois gasta menos energia - eu compreendo que sejamos tendenciosos aos enganos e ao erro. Mas, de toda forma, é só um ponto de vista. 

Renatha Shen - Consultora Espiritual, Analista do Comportamento, Sexóloga
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