Tarot e Marketing: antes das cores da sua marca, você precisa entender a essência do seu negócio
Quando se fala em marketing para pequenos negócios e profissionais autônomos, muita gente pensa imediatamente em logo, paleta de cores, Instagram bonito, fotos e identidade visual.
Tudo isso faz parte da construção de uma marca.
Mas marketing começa muito antes.
Antes de decidir qual será a cor do seu negócio, é preciso entender o que esse negócio representa, como ele deseja ser percebido, para quem ele fala e o que deve permanecer na memória das pessoas depois que elas entram em contato com ele.
E é justamente nessa etapa que o Tarot pode ser uma ferramenta extremamente interessante.
Marketing não é simplesmente deixar uma marca bonita
Uma identidade visual pode ser maravilhosa e ainda assim não comunicar corretamente a essência de um negócio.
Porque cor, tipografia, fotografia, linguagem e símbolos são formas de expressão de uma identidade que deveria ter sido definida anteriormente.
Primeiro precisamos descobrir o que queremos comunicar.
Depois decidimos como transformar isso em imagem, palavras e experiência.
Imagine, por exemplo, dois profissionais que oferecem exatamente o mesmo serviço.
Um deseja transmitir acolhimento, proximidade e segurança.
O outro quer ser percebido através de autoridade, exclusividade e sofisticação.
Eles podem atuar no mesmo mercado e até atender públicos semelhantes, mas provavelmente não deveriam construir suas marcas da mesma maneira.
As escolhas visuais vêm depois.
Antes delas existe posicionamento.
E onde entra o Tarot?
Estamos acostumados a procurar o Tarot para amor, relacionamentos, dinheiro, decisões pessoais e previsões.
Pouquíssimas pessoas pensam em utilizá-lo para investigar a identidade e os caminhos de um negócio.
Mas um negócio também possui uma história.
Foi criado por alguém, nasceu em determinado momento, possui forças e fragilidades, encontra resistência em alguns caminhos e facilidade em outros.
E, principalmente quando falamos de negócios autorais, existe uma relação muito forte entre a essência do empreendedor e a essência daquilo que ele oferece ao mundo.
O Tarot pode ajudar justamente a mapear esse território.
Qual é a essência do seu negócio?
Antes de perguntar qual deveria ser a cor da marca, podemos fazer perguntas muito mais importantes:
O que existe de mais forte neste negócio?
Qual característica diferencia esse trabalho dos concorrentes?
Como o empreendedor naturalmente se conecta com as pessoas?
O que o público percebe nele que talvez ele próprio ainda não tenha reconhecido?
Que imagem esse negócio tende a construir na mente das pessoas?
Existe coerência entre aquilo que ele é e aquilo que atualmente comunica?
Aqui, o Tarot não está escolhendo simplesmente entre vermelho, azul ou dourado.
Ele está ajudando a encontrar aquilo que posteriormente precisará ser traduzido em comunicação.
Com quem esse negócio tem caminhos abertos para se conectar?
Essa é uma parte que considero especialmente importante.
Nem todo negócio precisa falar com todo mundo.
Na verdade, tentar falar com todo mundo costuma produzir justamente o contrário: uma comunicação que não conversa profundamente com ninguém.
O Tarot pode ajudar a investigar com quais pessoas aquele negócio possui maior facilidade de conexão.
Que tipo de cliente reconhece valor naquela entrega?
O que essas pessoas procuram?
O que faz com que elas confiem naquele profissional?
O que pode afastá-las?
Que necessidade existe nesse público que o negócio consegue atender particularmente bem?
Em outras palavras:
com quem existem caminhos abertos para essa conexão acontecer?
Quando essa informação fica mais clara, várias decisões de marketing começam a fazer mais sentido.
A marca precisa deixar alguma coisa na memória
Uma marca não é apenas aquilo que você publica.
É também aquilo que permanece na cabeça das pessoas quando você não está presente.
Se alguém encontra o seu trabalho hoje e daqui a uma semana precisa explicar para outra pessoa quem você é, o que ela dirá?
Essa resposta é extremamente importante.
Talvez você queira ser lembrado pela sofisticação.
Pela segurança.
Pela irreverência.
Pelo conhecimento técnico.
Pela proximidade.
Pela tradição.
Pela inovação.
Pela espiritualidade.
Pela simplicidade.
Nenhuma dessas características é necessariamente melhor do que outra.
A questão é descobrir qual delas pertence verdadeiramente àquele negócio.
Depois disso, identidade visual, conteúdo, linguagem e experiência precisam trabalhar para reforçar essa percepção.
Tarot e conhecimento de Marketing trabalhando juntos
No meu trabalho, Tarot e Marketing não ocupam lugares opostos.
Sou mercadóloga e especialista em diferentes áreas do Marketing, e é justamente esse conhecimento que me permite utilizar as informações reveladas pelo Tarot e posteriormente compreendê-las dentro de uma perspectiva estratégica.
Não se trata de perguntar às cartas qual cor usar, qual logo criar ou qual conteúdo publicar.
O trabalho começa antes.
O Tarot me ajuda a investigar a essência do negócio e do empreendedor, suas forças, seus diferenciais, aquilo que deseja deixar impresso na memória das pessoas e com quem existem caminhos mais abertos para estabelecer uma conexão.
A partir daí entra o Marketing.
Porque uma informação só se transforma em posicionamento quando sabemos o que fazer com ela.
Primeiro eu investigo. Depois traduzo em estratégia.
Se uma leitura revela, por exemplo, que a força daquele profissional está na autoridade e no conhecimento, isso precisa encontrar correspondência na maneira como ele se posiciona.
Se o diferencial está no acolhimento e na proximidade, sua comunicação provavelmente precisará construir outra experiência.
Se existe um público com quem aquele empreendedor possui caminhos particularmente favoráveis de conexão, podemos investigar como aproximar sua comunicação dessas pessoas sem descaracterizar o negócio.
É nesse ponto que a leitura do Tarot encontra o conhecimento técnico do Marketing.
As cartas ajudam a mapear.
O Marketing ajuda a transformar esse mapa em posicionamento, comunicação e estratégia.
E somente depois chegamos à identidade visual
Logo, cores, fontes, fotografias e demais elementos visuais não deveriam ser o ponto de partida para descobrir quem uma marca é.
Eles deveriam ser a expressão visual de algo que já foi compreendido.
Quando sabemos qual percepção queremos construir, quais características precisam ser reforçadas e o que desejamos deixar na memória das pessoas, as decisões visuais deixam de ser simplesmente:
“Eu gosto dessa cor.”
E passam a responder:
“Essa escolha comunica aquilo que esta marca precisa comunicar?”
Essa diferença é enorme.
Tarot aplicado ao Marketing não é adivinhação sobre negócios
Não utilizo o Tarot para substituir análise, conhecimento técnico ou estratégia.
Eu o utilizo para acessar uma camada de informação que depois será trabalhada a partir da minha própria formação e experiência em Marketing.
É justamente a integração dessas duas áreas que considero tão rica.
De um lado, o Tarot ajuda a revelar essência, potenciais, bloqueios, diferenciais e caminhos de conexão.
Do outro, o Marketing oferece ferramentas para transformar essas informações em posicionamento, comunicação, identidade e estratégia.
Porque antes de perguntar como uma marca deve parecer, existe uma pergunta muito mais importante:
Quem é essa marca?
E antes de tentar convencer todo mundo a comprar alguma coisa, precisamos compreender:
com quem esse negócio realmente tem caminhos abertos para se conectar?
Quando encontramos essas respostas, logo e cores deixam de ser decoração.
Passam a ser consequência de uma estratégia.
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